A remoção de pessoas que procuram a Santa Casa Monsenhor Guilherme, em Foz do Iguaçu, para outros hospitais do Oeste será investigada pelo Ministério Público. A apuração atenderá um pedido do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde, que protocolou ontem um requerimento na 6Promotoria de Justiça Especializada solicitando averiguação da suposta irregularidade.
O sindicato sustenta que os doentes podem ser internados nos leitos ''particulares'' que, segundo descrito no ofício, deveriam ser extintos com a intervenção da prefeitura no hospital em 1998, quando o antigo administrador deixou de responder pela unidade. ''A prefeitura administra a ala de convênios particulares, num procedimento ilegal'', afirmou o presidente da entidade, Antônio Marcos Gomes de Oliveira.
A cidade transfere diariamente entre cinco e dez pessoas doentes para hospitais de Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu e Medianeira (Oeste). ''Essa história (a transferência) é verdadeira porque o município precisaria de mais 300 leitos para atender toda a população'', argumentou o diretor administrativo da Santa Casa, Waldenir Gimenez Molina, frisando que as remoções ocorrem conforme determina a Central de Leitos, do governo do Estado.
A Santa Casa tem 120 leitos credenciados no Sistema Único de Saúde (SUS), que normalmente estão lotados. Tem ainda mais 73 leitos, cuja administração é motivo de divergência entre sindicalistas e prefeitura. Conforme o diretor administrativo do hospital, os antigos quartos particulares foram extintos e hoje quando usados por causa da lotação da ala do SUS , são financiados pela prefeitura.
Apesar de rebater a denúncia do sindicato, Molina contou que ''as vezes surgem alguns particulares de convênios que insistem em serem atendidos pela Santa Casa, seja pelo nível de atendimento, pelo corpo clínico''. A polêmica será investigada pelo promotor de Justiça Luiz Francisco Barleta Marchioratto. ''A Santa Casa será oficiada em dez dias'', antecipou o promotor.

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