O Ministério Público de Cascavel está investigando denúncias de detentos do minipresídio local, que se dizem vítimas de maus-tratos. Os responsáveis seriam os encarregados da carceragem da 15ª Subdivisão Policial e ‘‘presos de confiança’’. Os detentos também reclamam de más condições das celas, e relatam que são obrigados a usar água de vasos sanitários, porque não há torneiras.
Membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Cascavel ouviram os presos, e agora preparam relatório ao Ministério Público. No final da tarde de anteontem, também estiveram no minipresídio os promotores criminais Guilherme Teixeira e Roberto Ouriques, tomando depoimentos. Na ocasião, o preso Carlos Wanderley de Souza foi flagrado fumando um cigarro de maconha, o que motivou uma investigação à parte: os promotores querem saber como a droga entrou no minipresídio.
A unidade tem 276 detentos. Alguns afirmam que, além de sofrer maus-tratos, objetos pessoais têm sido roubados das celas. Os denunciantes reclamam que ‘‘presos de confiança’’ assumem a condição de ‘‘autoridade’’ e hostilizam os outros detentos. O superintendente da 15ª SDP, Manoel Pedro dos Santos, diz: ‘‘O mau-trato que existe é o atendimento médico que nós lhes damos, e até exames de sangue para identificação de doenças’’.

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