MP investiga mais um contrato da AMA
Érika Pelegrino
De Londrina
Mais uma empresa está sendo investigada pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Londrina no caso das irregularidades na Autarquia Municipal do Ambiente (AMA). A Edificadora Veneto Ltda, de Curitiba, segundo o promotor Bruno Galatti, recebeu sete cheques da AMA, entre janeiro e março deste ano, totalizando R$ 429 mil.
A irregularidade está no fato de não haver cópias de contratos de licitação e comprovantes de que os serviços foram feitos pela empresa. O promotor disse que não há também documentos na AMA especificando qual serviço seria prestado. Ao que consta esta empresa foi contratada também para prestar serviços a outros órgãos da Prefeitura. Estamos investigando para saber quais.
A única identificação da Veneto é o endereço - Rua Iriestre, 110, Santa Felicidade. A Folha tentou encontrar os donos da empresa, mas no endereço não consta nenhuma Edificadora Veneto. O atual presidente da AMA, Rubens Canizares, disse que também tem apenas o endereço e não soube dizer qual serviço foi prestado.
Segundo Galatti, cerca de cinco empresas de Londrina e de outras cidades também serão investigadas, mas não adiantou nomes. É um trabalho de caráter sigiloso. Não podemos correr o risco de que inocentes sejam acusados, alegou. Ele disse que todo o trabalho está sendo feito com o objetivo de que não sejam punidos apenas os laranjas, mas os grandes responsáveis.
Uma denúncia, em fevereiro, de superfaturamento em serviços de roçagem e capina prestados por uma empresa contratada pela AMA, deu origem às investigações. Desde então, o promotor vem sendo pressionado para abandonar o caso, segundo lideranças comunitárias que foram ontem ao Fórum manifestar apoio a ele. A iniciativa foi da servidora municipal Regina Amâncio.
Os líderes também deram apoio à promotora de Defesa do Meio Ambiente, Maria Lúcia Reichenbach, pela voz de prisão, anteontem, ao empresário José Carlos Tibúrcio, por prática de crime ambiental.





