MP investiga fraudes na licitação de merenda escolar de Santo Antônio da Platina
Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão; supostas irregularidades teriam ocorrido nos últimos cinco anos
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 17 de junho de 2025
Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão; supostas irregularidades teriam ocorrido nos últimos cinco anos
Da Redação 

O Ministério Público do Paraná cumpriu nesta quinta-feira (17) cinco mandados de busca e apreensão durante a Operação Recreio, que apura supostas irregularidades em processos licitatórios ocorridos nos últimos cinco anos envolvendo a oferta de merenda escolar em Santo Antônio da Platina (Norte Pioneiro).
A ação foi conduzida pela 3ª Promotoria de Justiça de Santo Antônio da Platina e pelo núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Promotoria de Justiça de Siqueira Campos. Os crimes que teriam sido cometidos são falsificação de documento particular, uso de documento falso e fraude a licitação ou contrato dela decorrente, em prejuízo da administração pública.
As medidas judiciais, autorizadas pela Vara Criminal de Santo Antônio da Platina, foram cumpridas em endereços empresariais e residenciais no município de Siqueira Campos. O cumprimento das diligências teve como objetivo a obtenção de provas relacionadas a supostas irregularidades nas licitações.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos documentos, mídias e equipamentos eletrônicos que serão analisados para servirem como eventuais elementos de provas na continuidade das investigações. Além disso, foi apreendida uma espingarda cartucheira de retrocarga calibre 36 com duas munições, supostamente em situação irregular.
INÍCIO EM ABRIL DE 2024
As investigações tiveram início em abril de 2024, após o recebimento de informações anônimas indicando possíveis fraudes em certames licitatórios promovidos pelo Município de Santo Antônio da Platina para aquisição de produtos para a merenda escolar.
Segundo apurado, as empresas envolvidas venciam os processos licitatórios por meio da oferta de lances com preços muito abaixo dos valores médios de mercado. Porém, pouco tempo após firmar o contrato com a administração pública, solicitavam o reequilíbrio financeiro do contrato, mediante apresentação de notas fiscais falsas ou forjadas.
(Com informações da Assessoria de Comunicação do MPPR)


