MP investiga enriquecimento de ex-comandante
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terça-feira, 02 de julho de 2002
Marta Medeiros<br> Equipe da Folha 
Maringá - O Ministério Público de Maringá está investigando indícios de enriquecimento ilícito do ex-comandante Esmeraldo Mançano da 4 Companhia da Polícia Rodoviária, preso desde a semana passada acusado de participar de um esquema de propina. A promotoria começou as investigações há cerca de um mês depois de receber cópia de uma sindicância instalada pelo comando da Polícia Militar. Os bens do ex-comandante - há 18 anos na corporação - chegam a R$ 1,5 milhão.
Um dos alvos da investigação é a empresa Rota Norte Conservação e Limpeza que presta serviços para a Viapar, concessionária dos pedágios da região de Maringá e Campo Mourão. A empresa está registrada em nome da mulher de Mançano, Lucivânia Giovanelli Mançano e da irmã dele, Sandra Regina Mançano de Freitas e funciona no pátio de um posto de combustível na PR-317 entre Maringá e Campo Mourão.
Segundo o promotor José Aparecido da Cruz, objetivo é rastrear a origem do dinheiro utilizado para abrir a empresa e demonstrar o grau de influência exercido pelo ex-comandante. Cruz não adiantou detalhes sobre a investigações porque as diligências começaram a pouco tempo. O promotor entrou ontem em férias e disse que quando voltar pretende ouvir a mulher e a irmã de Mançano.
O comando da PM abriu a sindicância para investigar a atuação do ex-comandante a partir de uma carta anônima que denunciou a lista de bens de Mançano. Entre os bens, que também constam do processo aberto pela promotoria de Campo Mourão, estão 55 alqueires de uma fazenda avaliada em torno de R$ 850 mil, uma casa com piscina em Campo Mourão de R$ 110 mil e uma chácara de lazer de R$ 200 mil em Maringá. No final dos trabalhos da sindicância, os relatores apontaram para a necessidade da abertura de um conselho, cujo objetivo seria o de analisar a expulsão de Mançano da corporação.


