A Promotoria de Infância e Juventude de Ponta Grossa está investigando denúncias de prática de atos libidinosos entre crianças e adolescentes na casa de abrigo Esperança Cidade dos Meninos, localizada no Distrito de Guaragi, a 30 quilômetros do centro da cidade. As denúncias foram levadas ao Conselho Municipal de Assistência Social por professoras que trabalham na Escola Municipal Maria Elvira Justus Schimidt, que atendem as crianças e adolescentes que moram na Cidade dos Meninos.
Assim que a promotoria tomou conhecimento, designou uma comissão para investigar o caso. Essa comissão optou por pedir o afastamento temporário da diretoria da instituição. A Cidade dos Meninos funciona no sistema de casas lares. No total são oito casas que abrigam 56 crianças e adolescentes, que ficam sob a responsabilidade de pais sociais.
O problema estaria ocorrendo por causa da convivência coletia entre crianças e adolescentes. O juiz da Vara da Infância e Juventude, Sérgio Patitucci, que acompanha o caso, diz que os maiores acabam se prevalecendo dos menores até mesmo na questão da alimentação.
Em função das investigações, algumas alterações já começaram a ser feitas na instituição. Uma das integrantes da comissão que está respondendo temporariamente pela casa, Cristiane Nogare, conta que as crianças menores foram separadas das maiores e todo o processo psicopedagógico da instituição está sendo revisto.
A comissão está fazendo um levantamento de quantos internos podem sair da instituição. Isto porque, o estatuto da casa prevê abrigo para crianças e adolescentes com idade entre 7 e 18 anos, mas três deles já passaram da idade limite. Existem ainda crianças que estão na instituição há mais de três anos, quando deveriam ficar no máximo seis meses, até que pudessem ser reintegrados às suas famílias, ou encaminhados para a adoção.
O presidente do Instituto João XXIII, entidade mantenedora da Cidade dos Meninos, Luiz Carlos de Carvalho, não acredita que os atos libidinosos realmente estejam acontecendo. ''Temos profissionais trabalhando lá que não seriam coniventes com uma situação que pode resultar na cassação de seus registros'', considera. Os profissionais a que ele se refere são pedagogas, assistentes sociais e psicólogas.
Os meninos chegam até a instituição através do Conselho Tutelar e Conselho Municipal de Assitência Social.

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