Curitiba O Ministério Público (MP) estadual de Ponta Grossa está investigando denúncia de mal uso do dinheiro público na construção de uma maternidade municipal, há cerca de quatro anos e meio. O espaço, que não chegou a funcionar, foi readequado para prestar serviços de pronto-atendimento, mas os equipamentos comprados à época, como incubadoras, ainda continuam sem uso. O MP informou, por meio da assessoria de imprensa, que não pode dar detalhes do caso, pois o procedimento ainda está em fase de instrução.
O secretário de Saúde de Ponta Grossa, Alberto Olavo de Carvalho, disse que a antiga maternidade não existe mais, mas que, nem por isso, a cidade enfrenta crise no atendimento obstétrico. O espaço construído para abrigar a maternidade, que nunca funcionou, foi reformulado para dar lugar a um pronto-atendimento de apoio ao pronto-socorro.
Outra parte do prédio, segundo ele, deverá ser reformada para a instalação de um Centro de Atenção Psicossocial (Caps). As obras de reforma ainda dependem da mudança de uma rubrica para que os recursos, repassados pelo governo do Estado, possam ser usados para esse fim. Com o fechamento do Hospital Psiquiátrico Franco da Rocha, no final do ano passado, Ponta Grossa ficou sem nenhuma instituição especializada nesse tipo de atendimento.
Carvalho assegurou que a estrutura médico-hospitalar hoje existente em Ponta Grossa é suficiente para atender aos cerca de 550 a 600 partos mensais. Além do hospital da Unimed, o município dispõe do Hospital Evangélico e da Santa Casa para a demanda por atendimento obstétrico. Mesmo assim, segundo ele, a administração já estuda a construção de um hospital ou uma parceria com o próprio Hospital Evangélico para a ampliação de suas instalações, para atender um possível crescimento da demanda de pacientes.
Sobre os equipamentos, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Ponta Grossa informou que eles deverão ser destinados ao Hospital da Criança. No entanto, o envio dos equipamentos depende da adequação física do hospital, cujas obras estão paradas para uma revisão no contrato. O projeto previa a ampliação das instalações para implantação de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) infantil.

mockup