Curitiba A Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde Pública de Ponta Grossa abriu ontem inquérito civil público para apurar notícias de atendimento precário a vítimas de Aids no município, inclusive crianças soropositivas. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público, o promotor Fuad Faraj, responsável pelo inquérito, recebeu um abaixo-assinado denunciando problemas no Programa Municipal DST/AIDS, como casos frequentes de cancelamentos e demora de agendamento de consultas por falta de médicos.
Para averiguar a situação, o promotor oficiou a prefeitura a prestar esclarecimentos sobre o caso. Ele solicitou ainda a apresentação do Plano de Metas relativo ao programa DST/AIDS para 2005/2006 e a relação dos recursos recebidos para o programa. O município tem 10 dias úteis para responder.
Sobre o cancelamento de consultas, o diretor-geral da Secretaria de Saúde de Ponta Grossa, Edson Alves, explicou, por meio da assessoria de imprensa, tratar-se de uma ''situação estanque''. De acordo ele, em função de um processo de remanejamento interno de pessoal foram suspensas as consultas para portadores de HIV durante um período não superior a 20 dias. Ele acredita que ainda ao final desta semana o ritmo das consultas terá voltado ao normal.
Quanto ao atendimento a crianças, Alves revelou que as consultas foram suspensas por um período de sete dias, em função de cirurgia a que foi submetida a médica encarregada desse atendimento. Ele ressaltou que as pessoas não ficaram sem assistência e que em casos de urgência poderiam procurar uma unidade de saúde ou pronto-atendimento.
O programa de DST/Aids de Ponta Grossa atende a cerca de 660 pessoas por mês. Alves comentou ainda que o Plano de Aplicação e Metas vem sendo seguido à risca.

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