MP intervém em negociação entre Unimed e hospitais
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quarta-feira, 07 de outubro de 1998
Osmani Costa 
Os diretores da Cooperativa de Médicos (Unimed) e dos maiores hospitais da rede privada de Londrina não chegaram a um acordo sobre a proposta de redução dos valores pagos pela Unimed aos prestadores de serviços credenciados. Eles foram convocados pela Promotoria de Defesa do Consumidor para uma reunião no Fórum ontem à tarde.
O promotor Leonir Batisti disse que convocou a reunião porque está preocupado com a possibilidade de que a proposta da Unimed acarrete, como consequência, a interrupção ou piora na qualidade dos serviços que a cooperativa presta a cerca de 130 mil conveniados, através de 30 hospitais, em 23 municípios da região de Londrina.
Arquivo FolhaEconomiaO presidente da Unimed, Mauri Raphaelli, diz estar otimistaInfelizmente, não saiu hoje um acordo. Mas ele deve ocorrer nos próximos dias. Estamos preocupados em defender os direitos dos usuários da Unimed, e por isto nos dispomos a atuar como mediador desta negociação com a rede de hospitais, comentou Batisti. Ele ressalta que a não-solução do impasse entre as partes poderá gerar uma ação cível proposta pela Promotoria de Defesa do Consumidor contra a Unimed. É uma questão econômica que precisa ser resolvida. Mas a Unimed tem compromissos assumidos com seus associados, e não poderá se furtar a cumpri-los de uma forma ou de outra.
Além do presidente da Unimed, Mauri Raphaelli, estiveram presentes à reunião o diretor-superintendente da Santa Casa, Fahad Hadad, e o diretor geral do Hospital Evangélico, Antonio Carlos Ribeiro. Ao final da reunião - que durou três horas e não foi aberta à imprensa -, nenhum deles parecia muito satisfeito com o resultado, apesar de Raphaelli se dizer mais otimista em relação a um rápido acordo. Juntos, a Santa Casa e Evangélico - que possuem outros três hospitais na cidade - são responsáveis por cerca de 80% dos serviços prestados aos conveniados da Unimed em Londrina, que geram perto de 70 internações diárias.
O impasse surgiu porque a Unimed quer diminuir os custos com pagamentos a hospitais por serviços prestados. Os hospitais reclamam que esta tabela da Unimed está sem reajuste desde 96, período em que a inflação para os custos hospitalares teria sido de 37%. As duas partes prometem, no entanto, que os usuários não serão prejudicados no atendimento, independente do resultado das negociações.


