Arapongas - A promotora do Meio Ambiente de Arapongas, Leda Barbosa Lorejan, disse que as fortes chuvas do início do ano afetaram não só o Parque das Nações, mas outros oito pontos da cidade. O Ministério Público (MP) solicitou à Mineropar, o serviço de geologia do Estado, um estudo de solo e, a partir desse estudo, foi feita uma vistoria em conjunto com a Sanepar, Instituto Ambiental do Paraná e secretarias municipais para avaliar os pontos que necessitavam de maior atenção.
Posteriormente, uma outra vistoria foi feita com a comissão de técnicos da UEL. "Tudo isso está sendo apurado em um procedimento administrativo instaurado por conta dessas chuvas de janeiro aqui em Arapongas", disse a promotora.
Após as vistorias, informou Leda Lorejan, o MP também solicitou ao município obras para desvio das águas pluviais em pontos onde já foram constatados processos erosivos. "As galerias pluviais são um grande problema aqui. A ausência ou deficiência dessas galerias auxiliou nessa situação que foi constatada no início do ano", afirmou a promotora. "Agora, percebe-se que o município ainda não se estruturou devidamente para contemplar todas essas situações. As verbas federais esperadas por conta da decretação de estado de calamidade pública no início do ano também não vieram."
Na quinta-feira (4), foi feita uma reunião entre o MP, representantes de um frigorífico onde foram constatados problemas após as chuvas e órgãos municipais. "O que se pretende é que o município se estruture para poder atuar sobretudo nessa questão das galerias pluviais porque é onde foram constatadas as maiores deficiências e onde precisa maior atuação do município", destacou Leda Lorejan.
Na reunião, foram discutidas as cláusulas do TAC que deve ser assinado pelo município. "O Termo de Ajustamento de Conduta irá exigir do município algo que seja factível até porque se o município vier a assinar esse TAC ele vai se comprometer a, dentro de um prazo, realizar o que for proposto", afirmou. A promotora acredita que o TAC possa ser assinado dentro de 30 dias. O documento, no entanto, não se refere exclusivamente aos problemas verificados no Parque das Nações, mas também aos outros sete pontos comprometidos por problemas ambientais. (S.S.)

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