MP faz novo requerimento por prisão de Barbino
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terça-feira, 14 de setembro de 2004
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
A promotora Susana Broglia Feitosa de Lacerda, da 1 Vara Criminal de Londrina, requisitou anteontem pela terceira vez a prisão preventiva do ex-diretor geral da Cipasa na cidade, Ibrain José Barbino, 56 anos. Barbino confessou o assassinato do empresário Ciro Frare, 67 anos, dono da concessionária, ocorrido no dia 24 de junho deste ano.
A promotora disse ontem que requereu novamente a prisão preventiva porque o juiz da 1 Vara Criminal, João Luiz Clève Machado, não deu parecer sobre o segundo pedido, apresentado no mês passado. A segunda requisição foi anexada à denúncia de homicídio duplamente qualificado (sem oferecer chance de defesa à vítima e por motivo torpe) que foi acatada pelo juiz. O Ministério Público argumentou que o ex-diretor matou Frare porque o empresário teria descoberto indícios de um esquema de desvio de dinheiro na empresa em Londrina.
À época da denúncia, Clève disse que só se pronunciaria sobre o pedido de prisão preventiva após a defesa prévia de Barbino, que foi apresentada na semana retrasada pelo advogado Antonio Amaral. Na primeira oportunidade em que a promotora requisitou a preventiva, o juiz negou. Sobre esta decisão, a promotora entrou com recurso no Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná. A matéria ainda não foi julgada.
Na defesa prévia, Amaral também requisitou exame de sanidade mental de Barbino. Ontem, Clève afirmou que o advogado da família de Frare, Walter Bittar, requereu vista do processo. O juiz apontou que só se pronunciará sobre os pedidos de prisão preventiva e do exame quando a documentação retornar. Bittar não foi localizado para comentar o assunto.
Suzana se manifestou contrária à aplicação do exame de sanidade mental. ''Não há indícios de que ele (Barbino) não estava no pleno gozo de suas faculdades mentais'', justificou a promotora. ''O que o advogado quer é que um perito aponte como estava a situação mental exata do acusado no momento do crime. A ciência não está tão avançada a ponto de ser possível demonstrar algo assim''.
Amaral disse que ''respeita'' a opinião da promotora, mas que quer uma posição técnica sobre a questão da situação psíquica de Barbino.


