O Ministério Público (MP) da Comarca de Capanema, no Sudoeste do Estado, ampliou denúncia contra o delegado Rubens Lachowski, que foi preso na semana passada juntamente com o investigador José Carlos de Souza. A prisão preventiva dos dois foi decretada pelo juiz Márcio Geron. No caso do investigador, a acusação foi de abuso sexual contra menores dentro da própria delegacia, onde também faria distribuição de maconha e bebidas alcoólicas. O delegado foi acusado do estupro de uma menina de 13 anos e fornecimento de bebidas a menores.
A denúncia foi formalizada pelos promotores Jorge Cesar Assis e Aline Bahr. A representante do MP disse que ontem foi acrescentada a denúncia de que frascos de lança-perfume, que estavam apreendidos na Delegacia, foram encontrados sem o líquido entorpecente. Além disto, os promotores descobriram que casos de uso de maconha por adolescentes, de conhecimento da Polícia, não resultaram em enquadramentos e informações ao MP, ‘‘que permitissem inclusive submeter os adolescentes a tratamento e recuperação’’, disse Aline Bahr.
O delegado Rubens Lachowski foi preso no dia 26, por policiais civis requisitados em Francisco Beltrão, e transferido para Curitiba. O investigador José Carlos de Souza conseguiu deixar a cidade, e no dia 27 se apresentou na Delegacia daquela cidade.
O MP vinha acompanhando algum tempo irregularidades denunciadas informalmente, envolvendo Lachowski e Souza, mas apenas na semana passada conseguiu elementos para formalizar as denúncias a Justiça. Para isso, os promotores ouviram os menores e seus familiares e membros do Conselho Tutelar. No caso de Rubens Lachowski, além de fornecer bebidas a menores, ele teria cometido estupro ‘‘presumido’’ contra uma menor, de 13 anos. O Código Penal estabelece o termo ‘‘presumido’’ porque, aos 13 anos, legalmente ela não poderia consentir com o ato sexual, mesmo que não tenha resistido.

mockup