MP exige destino para garrafas PET
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quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Um novo segmento gerador de resíduos está na mira do Ministério Público (MP) estadual e Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos: a indústria de embalagens PET. Representantes de 31 empresas, que usam garrafas plásticas, participaram, ontem, de uma primeira reunião com os órgãos, que estipulou o prazo de 30 dias para que os geradores apresentem planos de gerenciamento desses resíduos. Trabalho semelhante vem sendo realizado junto a setores co-responsáveis pela geração de sacolas plásticas, garrafas long neck, vidros e embalagens longa vida.
O coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Proteção ao Meio Ambiente, procurador de Justiça Saint-Clair Honorato Santos, acredita que, diferente de outros setores, os fabricantes que usam as PET podem dar uma resposta mais rápida, pois a reciclagem desse tipo de embalagem já tem uma estrutura mais consolidada. Há, por exemplo, cooperativas e associações de catadores de material reciclável, que recolhem e revendem as garrafas.
Representantes da Ouro Fino, por exemplo, asseguraram que a empresa já dispõe de planos de gerenciamento, aprovados por órgãos municipais, no centro de distribuição, em Curitiba, e na fábrica, em Campo Largo, na região metropolitana.
O secretário de Estado de Meio Ambiente, Rasca Rodrigues, lembrou que a indústria petroquímica - fabricante do Politereftalato de Etila (PET) - foi acionada para participar das discussões em torno da destinação final adequada dos resíduos, mas, até agora, não se envolveu, efetivamente. Ele lembrou que, pela legislação, a responsabilidade é solidária: de quem gera matéria-prima, quem fabrica a embalagem, as indústrias que usam e do consumidor final.
Rasca e Santos sugeriram que uma alternativa para os fabricantes, que utilizam as PET, pode ser a de buscar soluções agrupadas por segmento (água mineral, refrigerantes, sucos e outros) e também se espelhar em modelos já implementados como o de recolhimento de embalagens de agrotóxicos e de óleos lubrificantes.
As indústrias que usam as embalagens longa vida, também, foram convocadas para uma reunião ontem. Representantes de uma fabricante foram ouvidos ontem, mas ainda serão ouvidos os clientes desse tipo de embalagem. O prazo para apresentar soluções é de 30 dias.


