A Promotoria de Defesa do Consumidor de Londrina estabeleceu o prazo de um mês até dia 27 de julho para a União Londrinense de Estudantes Secundaristas (Ules) providenciar as carteiras ou fazer a devolução do dinheiro dos alunos do Colégio Estadual José de Anchieta, que pagaram o valor de R$ 1,00 para a confecção dos documentos. Segundo a direção do colégio, que realizou uma denúncia formal junto ao Ministério Público (MP), no dia 1º de junho a entidade havia estipulado um prazo de cinco dias para as carteiras ficarem prontas e até ontem não havia entregue nenhuma carteira.
Uma reunião realizada na última segunda-feira com o promotor de Defesa do Consumidor de Londrina, Miguel Sogaiar, reuniu representantes da Ules e de uma empresa de informática, que atuou como parceira da entidade, para esclarecimentos a respeito da denúncia.
Tanto os representantes da entidade estudantil como da empresa de informática assumiram o compromisso de providenciar cerca de 300 carteiras até o prazo determinado. Segundo informações do MP, a entidade justificou o atraso por causa da grande quantidade de carteiras que estava sendo confeccionada na época da Exposição Agropecuária, em abril.
Ainda segundo a Promotoria, o fato constituiu-se em violação do código de defesa do consumidor, em seus artigos 18 e 66, que prevê pena de detenção ou multa para quem fizer afirmação falsa ou enganosa, ou omita informação relevante sobre a natureza, quantidade, segurança, preço ou garantia de produtos ou serviços.
O termo de compromisso firmado entre o MP e a entidade também garante que a Ules deve solucionar todos os casos pendentes de qualquer escola. A sede da entidade fica na Avenida Duque de Caxias, 3.241, Centro.

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