MP entra com ação e exige serviço emergencial
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 24 de julho de 2003
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba O promotor de Saúde Pública de Ponta Grossa, Fuad Faraj, protocolou ontem uma ação civil pública contra o governo do Paraná e contra a Secretaria de Estado da Saúde para exigir o atendimento imediato de pacientes que necessitam de tratamento nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) na cidade. Ontem morreu mais uma paciente na cidade por falta de tratamento adequado. Eunice Martins, 63 anos, estava aguardando por uma vaga na UTI em hospitais de Ponta Grossa há 24 horas.
A ação protocolada em Ponta Grossa já foi distribuída para a 3 Vara Cível, onde o promotor aguarda a resposta de um pedido de liminar para hoje. Ele pede que o Poder Judiciário determine ao Poder Executivo o atendimento imediato de pacientes que precisam de tratamento em leitos de UTIs. Caso isso não seja possível, os pacientes da região que derem entrada no Pronto-Socorro Municipal e que precisam de tratamento emergencial, sejam imediatamente transferidos para hospitais de Curitiba. A remoção deve ser de responsabilidade do Estado, salientou o promotor.
Outra medida solicitada na ação civil foi fixar um prazo máximo de seis meses para que o governo faça investimentos para instalar UTIs em hospitais da cidade. Segundo estudos da Universidade Estadual de Ponta Grossa, a defasagem é de 54 leitos e só no ano passado morreram 93 pessoas por falta de atendimento emergencial.


