MP e polícia vão se integrar para combater crime
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sábado, 24 de maio de 2003
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
A integração das informações levantadas pelas polícias Civil e Militar e pelo Ministério Público (MP) é a primeira de três ações que serão trabalhadas em Londrina para tentar combater o crime organizado. A decisão foi tomada ontem durante uma reunião entre o presidente da Associação dos Magistrados dos Paraná, Roberto Portugal Bacellar, juízes criminais, e representantes das polícias e MP.
''Existe hoje uma sonegação de informações, alguns por necessidade de sigilo, mas a maioria não. Quando precisamos de antecedentes criminais de alguém chegamos a esperar de três a seis meses, gerando na população uma sensação de impunidade. Enquanto o crime tem se organizado, é necessário que o Estado também se organize'', justificou Bacelar. ''Em um segundo momento, precisamos melhorar a legitimação social, a credibilidade das autoridades, e o terceiro ponto é o apoio da comunidade para que a gente possa estar trabalhando'', complementou.
Segundo o comandante da Polícia Militar, tenente-coronel Rubens Guimarães, a integração das polícias poderá agilizar as investigações. ''Não vai ser um trabalho isolado, então em um caso, vai uma só ação. Temos constatado que a impunidade tem levado a achar que não vão ser presos. Se identificarmos a pessoa o mais rápido possível, poderemos prendê-la antes que cometa o segundo homicídio, por exemplo'', afirmou.
De acordo com a juíza da 2 Vara Criminal, Lídia Maejima, para que haja a integração das ações, é necessário um incremento na estrutura da polícia e do judiciário. ''É preciso dotar a polícia com mais contingente e a Justiça precisa de mais juízes e mais funcionários'', assegurou a juíza.
Bacelar deverá levar as reivindicações de Londrina ao governador na próxima terça-feira, em uma reunião com todas as autoridades de segurança do Estado.


