O promotor do Meio Ambiente de Londrina, Cláudio Esteves, solicitou ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) que apure um possível novo vazamento de óleo diesel na nascente do Ribeirão Lindóia, na região leste da cidade. O IAP fez coleta de água para análise, mas de acordo com o chefe do órgão, Andrew Pinheiro Neto, não é um novo vazamento. ''É o mesmo óleo que vazou em maio e que ainda está no lençol freático. Por causa das chuvas, movimento da terra e variação do nível do freático, o óleo é solto'', explicou. Em maio, cerca de 100 mil litros de óleo diesel vazaram do Pool de Combustíveis e atingiram o Lindóia. O Pool foi multado em R$ 20 milhões pelo acidente ecológico.
Segundo Pinheiro Neto, o exame solicitado pelo Ministério Público deverá ficar pronto num mês para checar a presença de gasolina e óleo diesel. ''As valas de contenção que estão no Ribeirão não estão perfeitas e terão que ser reajustadas'', disse.
Esta semana, representantes do IAP e do Pool de Combustíveis deverão se reunir com o promotor do Meio Ambiente. O encontro servirá para ajustar detalhes do plano de revitalização do Ribeirão Lindóia, apresentado pelo Pool em outubro, e que foi considerado superficial e insuficiente pelo Ministério Público e peritos que cuidaram do caso de poluição do ribeirão.
O chefe do Pool, Milton Serralvo, afirmou que a empresa espera que a multa possa ser reduzida ou substituída pelas ações de revitalização, inicialmente estimadas em R$ 3 milhões.
O engenheiro químico Nílson Santos Pereira, do Departamento de Fiscalização e Licenciamento Ambiental do IAP confirmou o encontro. ''Estamos negociando com o Pool a revitalização. Existem itens na recuperação que julgamos importantes que não constam do projeto'', disse Pereira, sem citar quais seriam esses itens.

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