MP é favorável a catracas nas escolas
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quarta-feira, 30 de julho de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
A instalação de catracas para controle de acesso em colégios estaduais de Londrina como medida de prevenção à criminalidade agradou a promotora da Vara da Infância e Juventude, Édina Maria de Paula. Ela reafirmou também ontem que continua favorável a revistas do material escolar dos alunos.
A promotora argumentou que a instalação de catracas já se mostrou eficiente nas escolas particulares. Dois colégios públicos londrinenses estão em processo de implantação do sistema.
Na unidade da área central do Colégio de Aplicação, vinculado à Universidade Estadual de Londrina (UEL), a previsão da direção é de que a catraca comece a ser utilizada no início da próxima semana. Segundo o diretor-geral do colégio, Edmilson Lenardão, 99% dos 800 alunos já possuem suas carteiras estudantis adaptadas para o novo sistema de controle. Na unidade localizada no campus da UEL, a catraca não será utilizada porque existe segurança suficiente.
Lenardão também crê que a catraca pode coibir a entrada de pessoas estranhas. ''O maior problema para nós é no período noturno'', apontou. Ele afirmou que a instalação foi discutida com a Associação de Pais e Mestres (APM). O projeto custou R$ 4 mil mas a APM bancou 80% do valor. O restante foi custeado pelos recursos arrecadados com a venda das carteiras, que tem o preço unitário de R$ 5,00.
A Folha esteve no colégio ontem e constatou que a catraca já chama a atenção mesmo antes do início do seu funcionamento. Thiago Lima Giroldo, 11 anos, cursa a 5 série e gostou da novidade. Ele disse que está preocupado apenas porque ''não vai poder esquecer a carteira estudantil em casa''. Seu colega de sala, Gustavo Gabriel Ximenez, de 10 anos, também achou bom o novo sistema.
Quanto à realização da revista, a promotora Édina comentou não ter sido informada pelo Núcleo Regional de Educação (NRE) sobre uma ação realizada em um colégio na zona leste há algumas semanas mas lembrou que isso não era necessário. A idéia de revistar o material dos alunos é discutida desde maio deste ano, quando um aluno foi baleado em um colégio da zona oeste. Édina é favorável à revista e informou que legislação estadual ainda não regulamentada prevê a sua realização. O Conselho Tutelar tem posição contrário à medida. Ontem, porém, a conselheira que acompanha essa discussão não foi encontrada para opinar sobre o assunto.


