Arquivo FolhaCemitériosPolícia descobriu diversos esconderijos de peças de caminhões roubadosSeis pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público no caso dos desmanches de caminhões roubados que foram encontrados no mês passado em Campo Mourão. A denúncia é assinada por três promotores - Fábio André Guaragni, Guilherme de Albuquerque Maranhão Sobrinho e Mauro Sérgio Rocha. Com a denúncia, o processo deixou de ser sigiloso e os nomes de cinco dos seis suspeitos, que estavam mantidos em segredo, foram revelados.
São eles os comerciantes Antônio Carlos Bernardes de Souza, o ‘‘Carlinhos do Som’’, 33 anos; Pedro Soares Júnior, o ‘‘Pedrinho Gordo’’, 30; Jaconias Felipe de Souza, o ‘‘Jacó’’, 39; Daniel Felipe de Souza, o ‘‘Fininho’’, 42; e Martins de Oliveira, o ‘‘Martinho’’ (idade não divulgada). O sexto denunciado é o estudante Chafik Simão Júnior, o ‘‘Chafiquinho’’, 18 anos, o único até agora preso. Todos os outros já tiveram prisões preventivas decretadas, mas estão foragidos.
Os promotores acusam os seis por formação de quadrilha e receptação de mercadorias roubadas. O comerciante Valentin Passos, que chegou a ser preso no início das investigações, não foi denunciado.
Carga vendida De acordo com a denúncia, os seis acusados começaram a operação desmanche em setembro do ano passado. Eles pegavam caminhões de diversos estados e adulteravam o chassis para posterior comercialização. As cargas também eram vendidas.
Segundo os promotores, Chafiquinho e o tio dele, Carlinhos do Som, usavam a Fazenda Refúgio, na saída para Araruna, para esconder peças e pedaços de chassis de caminhões roubados. Jacó, por sua vez, mantinha pedaços de veículos roubados numa oficina dele e em dois barracões arrendados no Parque Industrial, na saída para Goioerê. Já Pedrinho Gordo era o arrendatário da Chácara Pingo d’Água, onde foi encontrado o primeiro dos seis desmanches.
Outro denunciado, Fininho, era gerente da Recuperadora JF, a oficina do irmão dele, Jacó, onde estavam parte das peças roubadas. O último denunciado, Martinho, é acusado de comercializar as cargas roubadas com os caminhões. A denúncia diz ainda que Pedrinho Gordo chegou a fiscalizar pessoalmente o descarregamento das 246 sacas de café na Chácara Pingo d’Água, no dia 1º de setembro. O transporte da carga foi feito por funcionários de Martinho.
As investigações também descobriram que pedaços de caminhões foram levados até os cemitérios e esconderijos através de empregados dos irmãos Jacó e Fininho. Os dois também são acusados de esconder duas carretas numa oficina na saída para Maringá. Todo o material apreendido está no 11º Batalhão da Polícia Militar de Campo Mourão. Os promotores citam na denúncia 32 testemunhas, que vão desde policiais até vizinhos dos esconderijos das peças.

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