MP denuncia policiais suspeitos de extorsão
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sexta-feira, 22 de junho de 2001
Sid SauerDe Campo Mourão 
Cinco policiais civis e um advogado de Campo Mourão foram denunciados pelo Ministério Público por formação de quadrilha armada e extorsão mediante sequestro qualificado. Os denunciados são os investigadores Mauro Pereira Soares, 39; Melchior Canuto Vieira, 46; Nelson Reticena, 36, e Paulo Fumiyuki Asso, 40, e o escrivão Antônio Evaristo de França, 45, além do advogado Roberto Teixeira Duarte, 27. -
Segundo a denúncia, assinada pelos seis promotores da comarca, os seis fizeram a prisão ilegal de dois rapazes - Hudson Verli Moreira e Juliano Alves Pereira - e exigiam o pagamento de R$ 5 mil para que eles fossem liberados sem a armação de um flagrante. Hudson e Pereira chegaram a ficar presos da noite do dia 30 de abril do ano passado até a manhã do dia 2 de maio.
A denúncia também pede que a Justiça Militar do Estado apure o envolvimento de dois policiais rodoviários, um deles identificado como soldado Camargo e outro sem identificação. Os promotores chegaram a pedir a prisão preventiva dos seis acusados, o que foi negado pela juíza Mylene Rey de Assis Fogagnoli.
Mylene pediu à Corregedoria da Polícia Civil o afastamento dos cinco policiais de suas funções. O pedido não havia sido respondido até ontem. Os promotores recorreram para tentar garantir a prisão preventiva.
Hudson e Pereira, que são de Minas Gerais, teriam sido coagidos a pagar R$ 3 mil aos policiais e R$ 2 mil ao advogado. Ainda de acordo com a denúncia, Hudson e Pereira chegaram a ser levados para um posto de combustível na saída para Maringá onde o pagamento seria feito por parentes deles que estavam chegando de Minas Gerais. Foi quando a PM, através de policiais à paisana, chegou ao local e fez o resgate de Hudson e Pereira.
Em depoimentos prestados durante a fase de investigação do caso, os cinco policiais e o advogado negaram que Hudson e Pereira tenham sido presos ou extorquidos. Segundo eles, os dois foram levados à 16ª SDP apenas para averiguação porque estavam com um carro locado e sem carteira de habilitação.
O advogado Roberto Teixeira Duarte afirmou em depoimento que pediu R$ 2 mil para acompanhamento posterior do caso no Juizado Especial Criminal. Ele alegou que Hudson e Pereira pediram outros R$ 3 mil à família porque estavam sem dinheiro.


