Curitiba - Três delegados e cinco investigadores da Polícia Civil são citados em duas denúncias criminais encaminhadas esta semana à Justiça pelo Ministério Público (MP) estadual, por meio da Promotoria de Investigações Criminais (PIC). Pesam sobre eles acusações de abuso de poder, concussão (exigência de vantagem indevida no exercício da função) e improbidade administrativa.
Uma das denúncias de abuso de poder e concussão, protocolada na última segunda-feira, envolve a delegada Rosalice Carriel Benetti e o investigador José Dias de Almeida. Segundo o MP, na tarde de 21 de agosto de 2002, os policiais, então lotados na Delegacia de Antitóxicos, teriam entrado em uma casa no Bairro Boqueirão, em busca de drogas, sem qualquer mandado de autoridade policial ou judicial, prendendo ilegalmente Suzana Souza Lopes. Na casa, os policiais não encontraram drogas, mas localizaram um veículo (Chevrolet/Corsa), que havia sido roubado no estado de São Paulo.
Os denunciados teriam exigido R$ 3,5 mil de Suzana para que não fosse lavrado o flagrante e ela não fosse indiciada. Suzana só teria sido liberada depois que o advogado dela, Darci José Finger, entregou R$ 1,5 mil ao investigador Almeida, e se comprometeu a dar o restante do dinheiro em duas parcelas de R$ 1 mil. Rosalice e Almeida também são acusados de improbidade administrativa.
Na Delegacia de Antitóxicos, a reportagem da Folha foi informada de que Rosalice e Almeida haviam sido transferidos para a Central de Polícia, onde também não foi possível localizá-los. Na Associação de Delegados de Polícia (Adepol), a informação passada foi de que Rosalice estaria em licença médica.

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