Paulo Pegoraro
De Cascavel
O Ministério Público formalizou na tarde de ontem denúncia à Justiça contra o empresário Carlos Sbaraini Neto, 40 anos, do ramo madeireiro, como responsável pelo acidente causado por seu filho, E.S., de 16 anos. O menor é acusado de provocar um acidente de carro no início da madrugada de 3 de junho, no qual morreu o empresário Fábio Rotta, 27 anos.
Familiares da vítima sustentam que o menor atravessou preferenciais em alta velocidade, colidindo o automóvel que dirigia, um Pálio, contra o Uno conduzido por Rotta, que morreu no local. Este tipo de acidente caracterizaria a prática de ‘‘roleta da morte’’, ou ‘‘paulista’’, com jovens desafiando o perigo ao volante, atravessando sinais vermelhos e preferenciais em alta velocidade.
A promotora Hirmínia Dorigan de Matos enquadrou Carlos Sbaraini Neto como responsável por homicídio doloso, sujeito a pena de 12 anos. A denúncia foi recebida pelo juiz Rosaldo Pacagnan, da 2ª Vara Criminal. Sbaraini é responsabilizado por ter entregado o carro ao filho. Mas ele alegou na Polícia que o menor usou o automóvel sem que soubesse.
O próprio E.S. afirmou em seu depoimento à polícia que havia bebido ‘‘menos de duas latas de cerveja’’ em um ‘‘point’’ de jovens, no centro da cidade, mas que andava em baixa velocidade e não avançou preferenciais. Claudio Rotta, irmão de Flávio, contesta a versão. Claudio estava no local do acidente – esquinas das ruas D. Pedro II e Minas Gerais, a poucas quadras do ‘‘point’’.
Cláudio, que acabara de deixar a namorada em casa, diz ter visto o Pálio avançando em alta velocidade pela rua D. Pedro II atingindo violentamente o Uno de seu irmão, que trafegava pela Minas Gerais. Depois, o Pálio ainda atingiu uma residência, destruindo parte de uma parede. E.S. ficou hospitalizado durante alguns dias.
Na região Norte do Estado, uma mulher morreu atropelada, anteontem à noite, na PR-160 entre as cidades de Sertaneja e Leópolis (35 km de Cornélio Procópio). Iracema Miguel da Silva, 51 anos, foi atropelada por volta das 19 horas pela Brasília placa FR 0829 de Cornélio Procópio, dirigida por Aida Rosa de Paula Diegues, 37 anos, e morreu no local. O corpo foi encaminhado ao necrotério de Cornélio Procópio.

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