Maringá A Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público de Maringá denunciou na última sexta-feira, perante o juízo da 2 Vara Criminal da comarca, 14 pessoas que estariam envolvidas em fraudes na obtenção de carteira de habilitação em Maringá, entre fevereiro de 2003 e agosto de 2004, período em que Dionísio Rodrigues Martins, um dos denunciados, atuou como chefe da 13 Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran).
Dionísio Martins e outros funcionários foram denunciados por formação de quadrilha. Segundo o Ministério Público, sob a chefia de Martins e com a anuência dele e de outros funcionário, os demais servidores denunciados exigiam dinheiro dos Centros de Formação de Condutores (CFCs) de Maringá e região, ou diretamente de candidatos à Carteira Nacional de Habilitação, para que fossem aprovados nos exames práticos e/ou teóricos.
Ainda de acordo com o MP, a então chefe do setor de habilitação também exigiria dinheiro, mesmo que indiretamente, para que favorecesse os CFCs no agendamento de data próxima para os testes de seus candidatos, na agilização dos documentos de habilitação e até facilitando a aprovação dos alunos nos testes de legislação, apontando as respostas corretas no exame.
Segundo apurado pelo MP, os valores exigidos dos CFCs pelos denunciados variavam de R$ 50,00 a R$ 150,00 por candidato. Os CFCs que não pagavam o solicitado poderiam ter seus alunos reprovados. Para isso, ainda de acordo com a denúncia, os examinadores usavam estratégias, como prolongar o percurso a ser vencido pelo condutor; aumentar o número de provas de rampas, até que candidato cometesse qualquer falha; pedir para que o candidato afastasse o veículo até colidir com a baliza e perder pontos.
A Folha tentou entrevistar Martins por telefone mas não conseguiu fazer o contato.

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