MP denuncia dupla por tortura e assassinato
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quinta-feira, 30 de janeiro de 2003
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba Os policiais militares Juliano Vidal de Oliveira e Jean Adan Grott, acusados de participarem da quadrilha responsável pela morte de mulheres em Almirante Tamandaré (Região Metropolitana de Curitiba), podem responder a outro processo. A Promotoria de Investigações Criminais (PIC) denunciou, na tarde de anteontem, os PMs pelo assassinato de dois rapazes, em março de 2002, em Rio Branco do Sul, também na região metropolitana. A Justiça do município vai agora analisar se acata ou não a denúncia.
Segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público, a acusação que recai sobre os policiais é de homicídio triplamente qualificado por motivação torpe, emprego de meio cruel e de recurso que dificultou a defesa das vítimas , além de ocultação de cadáveres.
Douglas Greichiweski, 24 anos, e Genivaldo Tadeu dos Santos, 20, foram encontrados mortos em um matagal na localidade de Vuturuvu dos Espanhóis. Eles apresentavam sinais de tortura e ferimentos no tórax, provocados provavelmente por arma branca. Os corpos foram encontrados, lado a lado, nus e já em estado de decomposição, quatro dias depois do crime.
Os depoimentos colhidos no inquérito indicam que os dois rapazes foram vítimas de queima de arquivo. Greichiweski teria presenciado a morte de dois rapazes, ocorrida em Almirante Tamandaré em 29 de dezembro de 1999. A autoria desses assassinatos também foi atribuída a policiais militares. Santos teria sido morto por estar sempre na companhia de Greichiweski.
Além da denúncia, os promotores da PIC pediram a decretação de novas prisões preventivas para assegurar que os policiais permaneçam sob custódia. Vidal e Grott estão presos desde abril do ano passado no Centro de Observação e Triagem (COT), em Curitiba.


