MP denuncia 16 por crime contra mulheres
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segunda-feira, 10 de junho de 2002
Da Redação 
Curitiba - O Ministério Público (MP) do Paraná ofereceu denúncia contra 16 pessoas, acusadas de envolvimento na quadrilha que foi responsável pelas mortes de mulheres em Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba. O documento de 22 páginas, e que reúne o depoimento de 48 testemunhas, foi entregue no final da tarde de ontem à juíza do município, Luciane Ludovico. Ela tem prazo de 48 horas para analisá-lo e decidir se acata ou não a denúncia.
A denúncia do MP assinada por cinco promotores de Justiça, entre eles, representantes da Promotoria de Investigação Criminal (PIC) , foi formulada com base nos três inquéritos conduzidos pela delegada Vanessa Alice, designada para investigar o assassinato de mulheres em Almirante Tamandaré. Envolve, ainda, um quarto inquérito, que estava na mão de promotores, sobre o extermínio de quatro rapazes ocorrido em junho de 2000. Um dos jovens seria integrante da quadrilha. Os outros três teriam sido vítimas de queima de arquivo por terem testemunhado a morte do colega.
No documento entregue ontem à Justiça são denunciados os policiais militares Juliano Vidal de Oliveira, Jean Adan Grott, Juarez Silvestre Vieira, Jeferson Martins, José Aparecido de Souza, Marcos Marcelo Sobieck e Leily Pereira, o escrivão da policial civil Alexandre Perin Pimenta, o servidor público Luiz Antonio Alves da Silva. São acusados, ainda, de envolvimento o comerciante Sebastião Alves do Prado, o motorista Celso Luiz Moreira, Paulo Celso Rodrigues (o Celsinho), a comerciante Maria Rosana de Oliveira, o segurança Antonio Martins Vidal (o Tico Pompílio), o ex-policial militar Valdírio Adir Mangger e André Luiz dos Santos. Todos os acusados já estão temporariamente presos.
Juarez Silvestre Vieira e Alceu Rodrigues morto pela quadrilha no mês passado teriam sido os executores dos assassinatos da prostituta Maria da Luz Alves dos Santos (a Maria Jibóia), 33 anos, e da estudante Joyce Katolick Devitte, 19 anos.
Na denúncia o MP atribui ainda à quadrilha o assassinato de um de seus ex-integrantes, em fevereiro deste ano. Carlins Proença da Rosa, segundo a denúncia foi dominado por seus ex-comparsas, baleado, obrigado a ingerir gasolina, e teve o corpo queimado dentro de seu próprio veículo.
De acordo com o MP, a quadrilha tinha por trás um refinado esquema para acobertamento de crimes praticados pelo bando, como atendimentos aos locais de crimes pelos próprios policiais envolvidos com a quadrilha.


