MP defende transferência de presos dos distritos
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quarta-feira, 06 de setembro de 2000
Lino Ramos De Londrina 
O promotor de Defesa dos Direitos e Garantias Constitucionais de Londrina, Paulo César Tavares, defendeu ontem a transferência de pelo menos 160 presos dos Distritos Policiais (DPs) de Londrina, para que ocorra uma interdição e consequente reforma das quatro unidades que possuem carceragem.
Na próxima semana, oficiais de justiça iniciam uma investigação nos distritos policiais, atendendo pedido do juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Roberto Ferreira do Valle.
Um relatório encaminhado a VEP pelo promotor Paulo César Tavares, revela que os presos estão em locais supertolados e insalubre.
Os detentos também estariam enfrentando a falta de assistência médica e jurídica, além de receber alimentação inadequada e não tomar banho de sol.
Na opinião do promotor Paulo César Tavares, o governo do Estado precisa encontrar uma solução para o problema e não é possível manter os presos em condições desumanas.
O promotor acredita que após a investigação feita pelos oficiais de justiça, o juiz Roberto do Valle não irá permitir que outros acusados sejam colocados nos quatro distritos, que têm 132 vagas mas nesta semana chegaram a receber 344 presos.
Ontem, o secretário estadual de Segurança Pública, José Tavares, reafirmou que a Cadeia Pública de Londrina será concluída até o final do ano. O compromisso do secretário foi feito ao deputado federal Alex Canziani, de Londrina, durante audiência em Curitiba, na Secretaria de Segurança Pública.
Tavares pretende usar recursos do Programa Nacional de Segurança Pública (Pnsp), que prevê a destinação de R$ 15 milhões ao Paraná.
A Cadeia é apontada como a solução para o problema da superlotação dos distritos policiais e deveria estar pronta no último mês de julho.


