MP debate projetos para adolescentes
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quinta-feira, 20 de março de 2003
Giovana Kindlein<br> Reportagem Local 
A promotora da Vara da Infância e Juventude de Londrina, Édina Maria de Paula, reuniu ontem à tarde, no Fórum, representantes de universidades e instituições que executam projetos sociais voltados ao atendimento de crianças e adolescentes. ''Vamos mapear os projetos que já estão em andamento e àqueles que ainda deverão ocorrer'', disse a promotora.
O diagnóstico, de acordo com Édina, servirá para verificar qual região da cidade está desassistida em termos de programas sociais. Respaldada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, a promotora espera com esta ação diminuir a violência a médio e longo prazo.
A presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Cristina Coelho, participou do encontro. Segundo ela, a elaboração deste diagnóstico por esta comissão será fundamental para traçar futuras ações. ''Hoje não temos o conhecimento total desta realidade'', reconheceu.
A promotora pediu que as instituições reforcem propostas que consigam afastar os jovens das ruas. Ela apresentou um levantamento com o número de adolescentes vítimas de homicídios em Londrina, que tiveram passagem pela Polícia, no período de 1999 a 20 de março deste ano. Ao todo, são 55 jovens mortos. ''Quero mostrar que a maioria se enquadra no grupo de 7 a 14 anos, mesma faixa etária trabalhada pelas entidades'', observou.
A coordenadora de Extensão e Ação Comunitária da Universidade Norte do Paraná (Unopar), Sônia Regina Mendes França, foi uma das participantes do encontro. Ela relatou que 300 acadêmicos da Unopar dos cursos de odontologia, enfermagem, nutrição, educação física, farmácia, fisioterapia, pedagogia e artes visuais/multimídia desenvolvem 17 projetos sociais.
De acordo com o relatório da Unopar, já foram beneficiadas comunidades carentes de diversas regiões, em especial o Jardim Monte Cristo, na zona leste. Ao todo, a Unopar desenvolveu 44 projetos nas áreas de Saúde (30), Educação (8), Esporte (4) e Cultura (2), que assistiram 20.079 crianças e adolescentes, de zero a 14 anos de idade. Trabalharam nos projetos 65 professores e 805 estudantes.


