MP de Arapongas quer explicações sobre lixão industrial
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quarta-feira, 06 de junho de 2001
Lúcio Flávio MouraDe Londrina 
O Ministério Público de Arapongas (37 km a oeste de Londrina) abriu sindicância nesta semana para apurar o que foi feito pelo poder público e pela indústria moveleira para a recuperação da área da nascente do Ribeirão Três Bocas, no Jardim São Rafael.
No mês passado, a prefeitura foi autuada em R$ 35 mil pelo Ibama por não proteger a área. Há oito meses, boa parte das 200 toneladas diárias de lixo produzidas pelo pólo moveleiro era lançada no local. Município, Emater e Instituto Ambiental do Paraná (IAP) terão 10 dias para responder ao Ministério Público. Com base nas respostas, o MP poderá instaurar ou não um inquérito.
Segundo o promotor Dennis Pestana, também será feita uma apuração sobre se houve realmente crime ambiental por parte dos operadores do caminho alternativo à praça de pedágio da Viapar, entre os municípios de Rolândia e Arapongas, conhecido como Viapó. O município, o IAP e a Emater também receberam ofício para esclarecer os possíveis danos ao Córrego Aipim com o funcionamento da via. O MP deve solicitar ao IAP documentação sobre o impacto ambiental da construção da praça de pedágio sobre o córrego.


