MP dá prazo para melhorar a Saúde
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 28 de novembro de 1996
Sid Sauer 
CAMPO MOURÃO - Os hospitais, a Regional de Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Mourão têm até amanhã para apresentarem à Promotoria de Defesa do Consumidor propostas que visem a melhoria do atendimento ao público. Todos vão receber prazos para colocar essas propostas em funcionamento. Pelas queixas que recebemos, o atual atendimento é deficitário e sem muita qualidade, diz a promotora Rosana Araújo de Sá Ribeiro Pereira.
Na primeira reunião, participaram membros de associações de médicos, de enfermeiros e de farmacêuticos, além de donos dos hospitais e de representantes da saúde pública. Todos se mostraram bastante receptivos com a idéia, conta a promotora. Na sexta-feira, as propostas serão discutidas e receberão um prazo máximo de seis meses para entrarem em prática. Algumas medidas podem ser simples, como a colocação de um ouvidor dentro do hospital, frisa Rosana.
A promotoria convocou o setor depois de constatar que o volume de queixas que chegavam ao Fórum contra o atendimento era grande. As reclamações vão desde a demora no atendimento até a falta de orientações e informações de funcionários dos hospitais para familiares de pessoas internadas. Também se avolumavam queixas de pacientes que reclamavam da demora no atendimento, enquanto aguardavam em macas nos corredores, ou que se queixavam de só ter recebido soro durante o atendimento.
Para garantir que as melhorias sejam cumpridas, a Promotoria fará com que todos assinem um termo de ajustamento. As melhorias não vão acontecer de um dia para o outro, explica a promotora. Mas vamos trabalhar para que se crie um padrão de qualidade no atendimento ao público. O Ministério Público deve se juntar à Regional de Saúde para acompanhar o trabalho.
A secretária municipal da Saúde, Rosemeire do Carmo Martello, gostou da idéia, mas tem dúvidas sobre como os hospitais podem ser avaliados. Precisamos traçar critérios de avaliação, frisa. Para ela, a intenção é válida a partir do momento em que a fiscalização trabalhe na orientação dos hospitais, e não somente com a punição.


