O promotor de Defesa do Consumidor, Miguel Jorge Sogaiar, esteve reunido com proprietários de estacionamentos de Londrina, na última segunda-feira. O objetivo foi orientá-los a respeito do cumprimento da lei municipal 6.242 de 1995, que estabelece uma cobrança proporcional em relação ao tempo que o consumidor deixa seu veículo nos estacionamentos.
Atualmente, segundo o promotor, a maioria dos estacionamentos não cumpre com a lei, por isso exigiu e determinou um prazo de 60 dias para que os proprietários possam se adequar com seus sistemas de cobranças, caso contrário os empresários poderão ser multados pelo Procon.
''Recebemos diversas denúncias de clientes que provaram cobranças erradas. O preço deve ser dividido por mês, dia, hora e frações de 15 a 30 minutos. Isso não existia na lei anterior e os estabelecimentos vêm cobrando uma hora inteira para pessoas que deixam seus veículos por menos tempo. Estabelecemos esse prazo para que eles se adequem e passem a cumprir a lei'', disse.
Os donos de estacionamentos estão cautelosos com a exigênica do promotor. No ramo desde 1990, Leonardo Manella, dono do Manella Veículos que fica na Souza Naves (Centro), considera que o maior prejudicado será o consumidor. ''Vamos ter que subir o preço da primeira hora para R$ 3 e cobrar R$ 0,75 cada 15 minutos.'' Antes, a cobrança era de R$ 1 para cada meia hora e R$ 1 da segunda hora em diante. ''Agora, o consumidor vai pagar mais'', afirma.
Apesar do aumento no preço, o empresário acredita que os estacionamentos não vão sair perdendo, até mesmo pela falta de vagas no Centro. ''Os motoristas não têm onde estacionar e vão ter que continuar utilizando os estacionamentos.'' Ele considera os valores em Londrina ''baratos''. ''Em São Paulo, a primeira hora custa R$ 10. Em Curitiba e em outros centros, entre R$ 5 e R$ 8.''
Trabalhando no setor há três anos, o dono do estacionamento Turin, na Rua Hugo Cabral (Centro), Edvaldo Antônio Minatti Cayres, que participou da reunião, considera que o assunto tem de ser ''amplamente discutido''. ''A maioria dos donos do estacionamento desconhecia a lei e agora precisa se adequar. Teremos que chegar a um consenso para não prejudicar nem o consumidor, nem os donos dos estacionamentos'', defendeu. (Colaborou Marta Ortega)

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