MP continua análise do vestibular
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terça-feira, 03 de julho de 2001
Ana Paula Nascimento De Londrina 
O presidente do Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe), Alderi Luiz Ferraresi, e o vereador e presidente da Comissão de Educação da Câmara, Carlos Alberto Bordin (PSDB), apresentaram ontem ao promotor do Patrimônio Público, Bruno Galatti, diversos relatórios e gráficos contrários à continuidade do vestibular de inverno da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Essas informações também foram enviadas às promotorias de Defesa do Consumidor e de Direitos Civis.
Segundo Ferraresi, a realização do vestibular de inverno fere principalmente o princípio pedagógico do ensino ao se promover uma maior concorrência sem ampliação do número de vagas e exigir que o aluno acabe pagando duas inscrições. Segundo dados da Comissão Permanente do Vestibular (Copese), dos 27.794 candidatos que concorrem ao vestibular de inverno 2001, 14.370 (53%) são de outros Estados. Somente de São Paulo vão fazer as provas 11.790 pessoas, cerca de 42%. Candidatos que declararam residir em Londrina somam 7.172. Esse número, somado com candidatos de outras cidades do Paraná resulta em 13.424, cerca de 48% do total. Os candidatos irão disputar as 1.485 vagas ofertadas em 40 cursos de cursos de graduação. Não tem sentido essa invenção do vestibular de inverno em uma instituição que tem regime anual. Isso só demonstra que há interesses lucrativos, com ganhos para a universidade, bares, hotéis, mas sem promover benefícios ao aluno que passam a ter dificultado, cada vez mais, o acesso ao ensino superior, que é essencialmente um direito civil, afirmou.
Com referência à depredação do Patrimônio Público, Ferraresi disse que a promotoria está investigando, e que a sugestão do Sinepe e da Comissão Estadual de Educação é de que a UEL, sendo um estabelecimento público de ensino, deveria ter outras fontes de receita, não dependendo da cobrança duplicada das inscrições.
Na próxima semana, Ferraresi e Bordin deverão participar de outra reunião com o promotor Bruno Galatti, além de realizarem contatos políticos com prefeitos e vereadores da região sobre a não realização do vestibular de inverno.


