MP cobra solução para falta de salas
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quinta-feira, 13 de março de 2003
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Promotoria de Infância e Juventude do Ministério Público (MP) estadual vai investigar a falta de salas de aula para abrigar 240 alunos de 1 série do ensino fundamental da Escola Municipal Margarida Orso Dalagassa, no Bairro Tatuquara, em Curitiba. Cento e oitenta crianças, dividadas nos turnos da manhã e tarde, estavam tendo aulas em uma sala anexa a um bar, que fica próximo da escola. Os outros 60 alunos foram instalados em uma sala que era usada para atividades de apoio pedagógico.
O promotor Marco Aurélio Leão esteve, ontem, visitando a escola e o espaço improvisado junto ao bar em companhia de vereadores do PT, que fizeram a denúncia ao MP. Segundo ele, a promotoria também vai apurar que medidas já foram tomadas pela Prefeitura de Curitiba para resolver o problema.
Leão disse que já tem informações preliminares de que serão providenciadas as chamadas ''salas móveis'', feitas em estrutura metálica, o que também já vem sendo alvo de outro procedimento investigatório no MP. ''Queremos saber se essas salas são adequadas para o desenvolvimento de atividades pedagógicas'', acrescentou.
Ontem, as crianças haviam sido retiradas da sala alugada junto ao bar. Alunos de 4 série foram levados para um passeio para que os da 1 série ocupassem as salas. Hoje será a vez das turmas de 3 série passearem. A diretora da escola, Maria de Cássia Lima Ribeiro, garantiu que a solução de fazer revezamento entre as turmas acaba hoje. A partir de segunda-feira, ela irá colocar duas turmas nos corredores e uma terceira no laboratório de informática, que ficará provisoriamente desativado.
O secretário municipal de Educação, Paulo Schmidt, admitiu que o problema da falta de espaço físico na Escola Margarida Dalagassa existe, mas assegurou que é uma situação isolada. Ele estima que no prazo de uma semana serão disponibilizadas as quatro ''salas móveis'', que estavam atendendo a comunidade da Vila Verde. O secretário garante que as salas serão equipadas para proporcionar todo conforto aos alunos e descata que a solução é provisória. Disse também que outras quatro salas, em madeira, serão emergencialmente construídas para atender a demanda da região do Tatuquara.
Quanto ao fato de admitir mais alunos do que a capacidade física da escola, Schmidt disse que ''qualquer planejamento é suscetível a erro, ainda mais numa região de invasão, onde chega gente todos os dias''. ''Fomos surpreendidos pela procura excessiva'', afirmou. A prefeitura, segundo ele, esperava relocar parte das famílias da área de ocupação irregular para um loteamento definitivo chamado Laguna, onde seria construída uma escola nova. Mas com o corte nos recursos do programa Habitar, do governo federal, a relocação ficou inviabilizada, pelo menos, por enquanto.


