Cascavel - O promotor de Justiça Angelo Ferreira esteve reunido ontem com a secretária municipal de Saúde, Lilimar Mori, o diretor da 10ª Regional de Saúde, Marcos Tomazeto, e o diretor do Hospital Universitário, José Fernando Carvalho de Martins, para discutir o impasse envolvendo o Hospital Universitário (HU) e o Posto de Atendimento Continuado (PAC). Eles querem chegar a um consenso para melhorar os serviços prestados pelo setor de saúde em Cascavel.
As duas instituições vêm apresentando problemas no atendimento e não cumprem com suas obrigações que foram definidas em reuniões realizadas antes da inauguração do PAC. A falta de entendimento entre o município e a Universidade do Oeste do Paraná (Unioeste), que administra o HU, acaba prejudicando a população que precisa de atendimento, mas sofre com as extensas filas no HU, já que normalmente não procuram o PAC.
O promotor determinou que todos os casos clínicos passem pelo PAC. ‘‘O HU doravante não vai mais atender os casos que não forem encaminhados pelo PAC. O posto deve fazer uma triagem para desafogar o HU, que deve se dedicar aos casos de emergência e de maior complexidade’’, explica.
De acordo com Angelo Ferreira, o objetivo do encontro foi intermediar a efetivação do PAC. ‘‘Talvez não seja tão confortável para o usuário, mas é uma forma de se otimizar o serviço que se dispõe. Porém, as pessoas têm que ser atendidas pelo médico e não pela enfermeira’’, afirma.
A situação no HU é tão preocupante que esta semana o Departamento de Enfermagem entregou um abaixo-assinado ao Ministério Público informando que a partir de 1º de maio, o número de leitos seria reduzido, em decorrência da falta de profissionais no setor. Como resposta, a direção da Unioeste contratou 15 médicos e 18 enfermeiros.

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