MP avisa sobre venda de leite cru
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segunda-feira, 01 de outubro de 2001
Sid Sauer<br> De Campo Mourão 
Os produtores de leite de Campo Mourão que fazem a venda direta para o consumidor, sem a pasteurização do produto, têm até fevereiro do ano que vem para criarem uma forma de regularizar a entrega. O prazo foi dado ontem à tarde durante reunião do Ministério Público e da Vigilância Sanitária com mais de 100 produtores do municípios.
''Não queremos tirar o ganha-pão de ninguém, mas os senhores estão à margem da lei'', disse a promotora Rosana Araújo de Sá Ribeiro Pereira. A lei federal que proíbe a venda de leite cru é de 1950. ''Quem não se adequar terá problemas'', avisou o chefe da Vigilância Sanitária municipal, Carlos Bezerra. O órgão vai começar a notificar os infratores em quatro meses.
A Vigilância Sanitária organizou um cronograma para ajudar os produtores de leite. Ainda este mês eles deverão ser cadastrados na prefeitura. Depois, participaração de reuniões para discutir uma saída para o problema. As alternativas apresentadas pela vigilância vão desde a terceirização da pasteurização até a criação de uma miniusina de leite.
''Trabalho com leite há 20 anos e nunca apareceu uma autoridade para ajudar. É só para atrapalhar'', reclamou Osvaldo Bini, 56, que produz 100 litros de leite por dia. ''Vou mandar minhas vacas para o frigorífico'', disse. Segundo ele, o valor pago pelos laticínios (R$ 0,22) não compensa a produção.


