MP apura denúncias de irregularidades no 'lixão' de Rolândia
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terça-feira, 27 de novembro de 2001
Emerson Dias <br> De Londrina 
O Ministério Público (MP) de Rolândia (25 quilômetros de Londrina) recebeu denúncias de irregularidades no trabalho de saneamento do ''lixão'', ausência de licitação pública para execução do projeto e ainda abandono das obras do aterro sanitário, cujos gastos já ultrapassam R$ 400 mil.
O pedido de investigação foi protocolado ontem por um grupo formado por representantes de organizações não-governamentais (ONGs), do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente de Rolândia (Comdema) e de vereadores oposicionistas ao prefeito Eurides Moura (PMBD). No documento, os autores citam a suposta contratação irregular de Mauro Rodrigues Melo, administrador de empresas responsável pelas obras no lixão. ''Ele não possui maquinário para realização do serviço e há mais de sete meses subempreitou a obras para outra empresa apenas revirar o lixo'', apontou o documento.
O texto cita ainda um estudo realizado por especialistas da Universidade Estadual de Londrina (UEL). ''As pesquisas custaram R$ 10 mil e não foram utilizadas pela atual administração. Como podemos acompanhar o trabalho sem uma base técnica'', questionou o ambientalista Daniel Steidle.
Segundo o prefeito, as denúncias não procedem porque os contratos foram ''todos feitos dentro da lei''. ''O trabalho do Mauro foi convocado em caráter de urgência e custou apenas R$ 7,5 mil. Até R$ 15 mil não precisamos de licitação'', explicou o prefeito, destacando que o administrador do projeto executa trabalhos semelhantes em Maringá, Jandaia do Sul e Arapongas. Sobre o aterro sanitário, Moura disse que aguarda recursos federais para terminar a obra. ''Precisamos ainda de pelos menos R$ 200 mil e não temos isso em caixa. Creio que em dezembro o dinheiro será liberado''.
O promotor de Justiça José Jocundino Godinho, que recebeu o documento na tarde de ontem, vai analisar as denúncias durante esta semana.


