Cascavel O Ministério Público de Cascavel analisa documentos entregues pelo reitor afastado da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Wilson Iscuissati, na semana passada, que comprovariam a existência de uma ''máfia de branco'' no Hospital Universitário (HU). O reitor ainda citou o nome de sete médicos que, supostamente, agiam em benefício próprio, prejudicando os trabalhos no hospital.
Entre as acusações, estão o desvio de materiais e danos a equipamentos, além de transferência de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) de hospitais particulares para o HU, para reduzir os altos custos dos tratamentos. ''O HU tem médicos que querem o domínio de determinados procedimentos e que favorecem clínicas e hospitais privados'', afirmou Iscuissati.
Entre os citados pelo reitor afastado estão diretores do HU e o chefe da 10º Regional de Saúde. Deles, apenas o chefe da 10º Regional, Vilson Dalmina, se pronunciou. Os diretores geral e clínico do HU enviaram nota à imprensa, informando que só irão falar sobre o assunto depois que o HU receber qualquer tipo de notificação formal. ''Ele está envolvido no esquema de desvios de recursos do HU e agora quer desviar o foco das atenções'', afirmou Dalmina.
Segundo o promotor Luciano de Souza, uma análise cuidadosa das denúncias será realizada. ''Algumas podem ser alvo de inquérito policial e outras já estão sendo investigadas pelo MP.''

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