MP analisa aumento de ônibus
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2002
Denise Angelo 
Ponta Grossa - A Associação Comercial e Industrial de Ponta Grossa (Acipg) está recorrendo ao Ministério Público para tentar impedir um novo reajuste da tarifa do transporte coletivo. A empresa que faz o transporte na cidade, Viação Campos Gerais, protocolou um pedido de revisão da planilha no final de 2001. O prefeito Péricles de Holleben Mello (PT) concedeu algumas entrevistas falando num reajuste de 15%. Se o aumento for concedido nestes termos o preço da passagem passará de R$ 1,00 para R$ 1,15.
O presidente da Acipg, Douglas Taques Fonseca, alega que há dez anos a entidade vem fazendo denúncias de que há irregularidades na elaboração da planilha que define o preço da passagem, e nenhuma administração até hoje tomou a iniciativa de corrigi-las.
Em 2000, último ano da administração Jocelito Canto, a empresa pediu o reajuste no mês de maio e Canto alegou ser necessário rever a planilha. Uma empresa foi contratada para fazer o estudo e depois de alguns meses ficou comprovado que essa empresa não tinha capacidade para fazer tal trabalho. Passadas as eleições, Canto autorizou o reajuste.
Nesse meio tempo, a Viação entrou com uma ação pedindo uma indenização de mais de R$ 2,5 milhões. Com a mudança de governo, foi Péricles quem teve que enfrentar a empresa na Justiça. Um estudo superficial na planilha, constatou inúmeras irregularidades, e que o preço máximo não poderia ultrapassar R$ 0,88. Nessa época o valor da passagem na cidade já estava em R$ 1,00.


