MP ameaça fechar 20 casas suspeitas
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 01 de dezembro de 2000
Sid Sauer De Campo Mourão 
O Ministério Público de Campo Mourão está estudando a possibilidade de pedir a cassação do alvará de pelo menos 20 bares suspeitos de atuarem como casas de prostituição. Um levantamento feito pelo departamento de fiscalização da prefeitura, a pedido do MP, já está nas mãos dos promotores que, este mês, conseguiram convencer a prefeitura a cassar o alvará de duas boates da cidade. Pelo menos uma delas recorreu, mas ainda não obteve liminar.
Três fiscais da prefeitura percorreram, entre os dias 20 e 21, 25 bares suspeitos de favorecerem a prostituição e até mesmo de servirem como casas de prostituição. O levantamento dos pontos suspeitos foi feito com a ajuda do departamento de Vigilância Sanitária. Como a fiscalização foi feita durante o dia, alguns bares foram encontrados fechados. Em dois, no entanto, os fiscais da prefeitura flagraram quartos sendo usados em programas.
Se a polícia estivesse acompanhando a operação, seriam dois casos de flagrante, disse ontem a promotora da Vara de Família, Lígia Camargo. A fiscalização da prefeitura, porém, só foi pedida para servir de base para a investigação dos promotores. Participamos de operações em outras duas boates porque haviam denúncias, explicou o promotor da 1ª Vara Criminal, José Lafaieti Barbosa Tourinho.
Os flagrantes de programas ocorreram no Bar Paulista, no Jardim Santa Nilce, e no Bar Skol, no Jardim Isabel. Estavam sem alvará e foram embargados o Bar da Mara, na BR-158 (saída para Maringá) e a pastelaria Carmen, no Lar Paraná. Em várias bares foram constatadas precariedades nas condições de higiene. O levantamento da prefeitura inclui 82 fotos mostrando quartos nos fundos dos bares, o que seria um dos indícios.
O MP conseguiu na semana passada a cassação do alvará de duas boates dizendo à prefeitura que os estabelecimentos funcionavam como casas de prostituição e que estaria havendo desvio da função liberada na licença de funcionamento.


