MP ajuíza ação contra delegado e policiais
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quarta-feira, 06 de novembro de 2002
Lucinéia Parra<br> Equipe da Folha 
Maringá O promotor de Defesa do Patrimônio Público de Maringá, José Aparecido da Cruz, ajuizou ontem ação de responsabilidade por ato de improbidade administrativa contra o delegado operacional afastado da 9 Subdivisão Policial de Maringá, José Aparecido Jacovós, e contra os policiais Rubens Avelino Jacovós, Nilson Kniphoff da Silveira, Robson Rogério Avancini, Milton Carlos Cinque e Adriano Rogério Perez.
O delegado José Aparecido Jacovós e o irmão dele, Rubens Avelino Jacovós, foram denunciados por crime de peculato. Eles teriam se apropriado de um motor, uma caixa de câmbio e um diferencial de caminhão que estavam apreendidos na Delegacia de Maringá e vendido todas as peças por R$ 8,5 mil para o empresário Claudinei Tomazine.
A promotoria conseguiu resgatar as peças e o motor através de um pedido de busca e apreensão autorizado pela Justiça, na empresa Auto Cabines Paraná. A pena prevista para o crime é de suspensão por cinco anos dos direitos políticos, perda da função pública e multa de 1 a 100 vezes o salário recebido.
Já o policial de Maringá, Nilson Kniphoff da Silveira, e os de Londrina, Robson Rogério Avancini, Milton Carlos Cinque e Adriano Rogério Perez são denunciados por crime de concussão. Eles são acusados de exigir R$ 20 mil do comerciante Evaristo Nunes de Andrade para não denunciá-lo por envolvimento na compra de veículos roubados.
Avancini e Cinque foram presos em flagrante, no mês passado, quando recebiam do comerciante R$ 2,5 mil. Perez e Silveira também teriam participação no crime. Silveira teria sido procurado pelos policiais de Londrina que queriam saber onde encontrar o comerciante Evaristo Nunes de Andrade. A pena prevista para o crime de concussão é de dois a oito anos de reclusão e multa. Além do promotor Cruz, assinam a ação os promotores Fuad Faraj e Elza Kimie Sangati Vendrameth.


