Maringá A promotora Elza Kimie Sangale, da Promotoria de Defesa da Saúde Pública de Maringá, ingressou ontem com ação civil pública com pedido de liminar contra o governo do Estado e contra a Universidade Estadual de Maringá (UEM), requerendo o funcionamento da nova ala do Hospital Universitário, que está pronta desde maio do ano passado. De acordo com a promotora, as pessoas que necessitam de atendimento público na área da saúde não podem aguardar até que a administração encontre uma solução para a crônica falta de atendimento público em Maringá.
Na ação, Elza Kimie anexou cópias de jornais com matérias publicadas revelando o sofrimento de pacientes que aguardam por atendimento público de saúde, e as mortes causadas por falta de leito de UTI através do Sistema Único de Saúde (SUS) em Maringá e região. Conforme a promotora, a falta de leitos pelo SUS é ''flagrante'' em Maringá. ''Por isso, é injustificável que o HU, já tendo uma ala toda pronta inclusive com todos os equipamentos, continue com este novo espaço fechado'', disse.
A Promotora afirmou que a ação é contra o Estado do Paraná porque a UEM alega que não inaugurou ainda a nova ala porque não recebe recursos para contratação de novos profisssionais. ''Se o Estado é o responsável pelo repasse de recursos, ele tem que providenciar este repasse'', comentou a promotora. Conforme levantamento do HU, será necessário a contratação de 87 funcionários para colocar em funcionamento apenas as UTIs da nova ala do hospital, que tem 2,7 mil metros quadrados. A nova ala deverá contar com 4 leitos de UTI adulto e 6 leitos de UTI infantil. Com o funcionamento do novo prédio, também será possível aumentar em 12 leitos de enfermaria no setor de Pronto Atendimento. O HU realiza, em média, 8.500 atendimentos por mês e é o mais procurado pela população que necessita de leitos de UTI pelo SUS. A direção do HU não foi localizada pela Folha, ontem.

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