Moradores de ocupações irregulares em fundos de vale estão respondendo inquéritos policiais por danos ao meio ambiente. A iniciativa é da promotora de Defesa do Meio Ambiente de Londrina, Solange Novaes Vicentin. A ação também é contra o município, já que a prefeitura é proprietária legal das áreas.
''Esta é a medida mais adequada porque o pessoal está danificando as áreas de proteção'', avaliou Solange. Ela ressaltou, porém, que a intenção do Ministério Público é que todas as famílias sejam realocadas pela Cohab. ''Também existe a possbilidade de ingresso com uma ação civil pública para obrigar o poder público a fazer a retirada dos moradores e até pedido de indenização por dano ambiental.''
A inciativa faz parte de uma série de ações discutidas ontem em reunião dos promotores de 16 cidades que pertencem à Promotoria de Meio Ambiente por Bacia Hidrográfica do Baixo Tibagi e Paraná I e II. Este grupo faz parte de um projeto lançado em dezembro de 2004, que prevê que os promotores responsáveis por cada bacia hidrográfica atuem em conjunto.
Uma das principais preocupações é o combate aos danos contra as matas ciliares das microbacias de abastecimento público. ''Hoje o maior problema do Baixo Tibagi são as matas ciliares. Os projetos estaduais de reflorestamento não estão sendo suficientes, até pela dificuldade de produção de mudas'', avaliou a promotora Luciana Lepri, responsável pela coordenação do projeto Promotorias de Justiça por Bacia Hidrográfica.
O secretário municipal do Meio Ambiente, Cleidival Fruzeri, disse que a prefeitura está fazendo um cadastramento dos moradores de fundos de vale e pretende retirar os que ocupam áreas de preservação permanente. ''Também será feita a revitalização destas áreas'', prometeu.

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