Movimento tem reflexos em outros municípios
As mulheres de policiais militares de Londrina também estão mobilizadas e prometem bloquear o quartel se o governo não atender as reivindicações e não suspender as punições aos PMs que foram identificados durante o protesto inciado no dia 15 de maio. Segundo uma mulher de PM, que não quis se identificar por medo de represálias, cerca de 100 integrantes do movimento iriam se reunir ontem à noite para definir as próximas ações do grupo. As mulheres de Londrina formam um movimento dissidente do grupo de Curitiba, devido a desentendimentos na última greve, em maio.
Segundo a mulher, há fortes possibilidades de policiais serem punidos pelo Inquérito Policial Militar, que investiga a participação de PMs na greve. O inquérito foi iniciado semana passada sob o comando do coronel Gilberto Kummer, licenciado do 4º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Maringá para presidir as investigações. O comandante do 5º BPM de Londrina, coronel Robenson Máximo Fim, licenciou-se, segundo alguns policiais, para tratar de problemas de saúde, por cerca de 60 dias, o tempo que deve durar o IPM. Existem boatos sobre uma suposta saída definitiva de Fim do comando.
Um policial que preferiu não ter o nome divulgado, afirmou que existem 12 PMs na lista de expulsão. Dentro do quartel existe uma perseguição velada aos policiais que participaram do movimento, acusou. A Folha telefonou diversas vezes para o 5º BPM, mas não conseguiu falar com o sub-comandante, major Devaldir Amadei. O coronel Gilberto Kummer também não atendeu aos telefonemas.
GuarapuavaO quartel do 16º BPM de Guarapuava amanheceu com o pátio vazio nesta segunda-feira. Todas as 20 viaturas do BPM estavam estacionadas fora, em local não divulgado. A intenção do comando da unidade era escapar de outro protesto das mulheres que, há dois meses, bloqueou o portão de acesso do quartel. Porém, nenhuma manifestação estava prevista para acontecer na cidade. (Colaborou Cláudia Carneiro)





