Cansados da concorrência com candidatos de outras regiões, 1.400 vestibulandos de vários colégios e cursinhos da cidade resolveram fazer um protesto. Vestidos com camiseta laranja eles divulgam nos locais de prova a idéia de antecipação do vestibular da UEL para dezembro.
O professor e também vereador eleito Carlos Alberto de Castro Bordin (PMDB) é um dos coordenadores da campanha, que vem crescendo desde o início de 2000. Segundo ele, o movimento quer preservar as vagas da instituição para alunos da região. ‘‘O calendário da UEL privilegia os candidatos de fora que nem sempre ficam por aqui, mas garantem 60% das vagas’’, argumentou.
Henrique Gheizon Almudi e João Henrique Ruiz fazem parte do movimento e acreditam que este é o primeiro passo para uma mudança. Cada um deles pagou R$ 5,00 pela camiseta que está à venda em vários pontos da cidade. ‘‘No primeiro dia de prova tive medo que me barrassem e trouxe uma camiseta sobressalente’’, disse Ruiz.
De acordo com eles, o vestibular em dezembro faria com que os candidatos da USP, UNICAMP, UNESP, PUC e outras tantas tivessem que optar entre elas e a UEL. Para Bordin, essa situação seria favorável para a universidade, que poderia testar o seu valor além das fronteiras do Estado. ‘‘Vamos iniciar a discussão sobre o assunto com a reitoria da UEL em fevereiro e usar planilhas para provar aos comerciantes que eles também ganhariam com isso’’, complementou o professor.
Por enquanto, a reitoria da UEL não recebeu nenhuma notificação do movimento que, segundo Bordin, já conquistou o apoio de 42 associações de classe de Londrina. A intenção é criar um grupo representado por vários segmentos da sociedade com força para sensibilizar a universidade. Bordin disse que pretende criar um projeto de lei que defenda a idéia na Câmara, mas garante que o movimento não tem qualquer cunho político. Hoje, a prova trará questões de matemática e física. (B.R.)

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