Cambé - Os moradores de Cambé (13 km a oeste de Londrina) estão preocupados com a violência que está invadindo bairros próximos ao centro da cidade. Representantes da comunidade estão criando o Movimento Comunitário pela Segurança, na tentativa de desenvolver projetos a médio e longo prazo, enquanto cobram das autoridades medidas imediatas que garantam a segurança.
O movimento vem sendo organizado desde o ano passado, mas a mobilização ganhou força depois de diversos crimes violentos registrados nas últimas semanas, elevando para 13 o número de assassinatos na cidade, praticamente metade do registrado em todo o ano passado (27 homicídios). Somente no último feriadão, foram três execuções, incluindo o latrocínio do gerente de posto de combustível, Vanildo Aparecido Gardin, ocorrido há três dias.
Para o advogado e funcionário público João Pavinato, os números são preocupantes, mas é preciso conscientizar a população para que participe de projetos preventivos. ''Não queremos apenas nos reunir com autoridades policiais e ouvir dificuldades sobre falta de efetivo e de equipamento. Queremos desenvolver projetos a médio e longo prazo'', disse Pavinato.
A entidade será oficializada neste sábado, onde os organizadores pretendem reunir 250 interessados. Entre eles, está professora Ângela Maria Ribeiro, diretora da Escola Estadual Doutor Leopoldino Ferreira, que vem tendo problemas envolvendo delinquentes juvenis. ''Várias escolas estão com dificuldade para cuidar dos alunos. Estamos contando com o apoio da Polícia (Militar), mas a comunidade precisa participar mais'', disse.
A escola, que fica no Jardim Tupi, registra também casos de arrombamentos e problemas com adolescentes de outras regiões que ficam nas imediações do prédio. Ontem, uma viatura permaneceu boa parte do dia fazendo a segurança dos alunos. ''Temos acesso ao interior do colégio e estamos ampliando o policiamento preventivo. Recebemos denúncias de ameaças, mas nada foi confirmado até agora'', afirmou o tenente da PM, Fábio Bonifácio Ferreira.

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