Movimento Pró-Medicina fecha rodovia em protesto
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sexta-feira, 30 de maio de 2003
Denise Angelo<BR>Equipe da Folha 
Ponta Grossa - Integrantes do movimento Pró-Medicina, formado por entidades da sociedade civil organizada de Ponta Grossa, fecharam ontem trechos da BR-376, nos dois sentidos. O protesto durou cerca de meia hora e provocou um congestionamento de cerca de 1,5 quilômetro. O objetivo era chamar a atenção do governador Roberto Requião (PMDB) que visitava o Parque Estadual de Vila Velha para o fato de não ter ouvido as lideranças da cidade antes de determinar o fechamento do curso de medicina da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
''Nem mesmo a imprensa teve autorização para entrar no parque durante a visita'', disse a professora Maria Augusta Pereira Jorge, que participa do movimento pela organização não-governamental (ONG) MovimentAção. ''Concordamos com a transferência dos estudantes porque, se o governador não teve sensibilidade, nós temos. Mas o movimento vai continuar em ação porque a cidade está se sentindo humilhada com esta decisão'', explicou.
Depois do decreto baixado pelo governador fechando o curso, no dia 12 de maio, o Ministério Público entrou com uma ação civil pública pedindo a anulação do decreto, através de liminar. A 1 Vara Cível de Ponta Grossa concedeu a liminar mas anteontem o Tribunal de Justiça a cassou.
Na próxima segunda-feira, os manifestantes devem lotar as galerias da Assembléia Legislativa, como fizeram na semana passada. O motivo, desta vez, é demonstrar apoio ao reitor da UEPG, Paulo Godoy, que foi convocado pelos deputados para prestar esclarecimentos sobre a estrutura do curso.
Segundo a professora Maria Augusta, o curso de medicina da UEPG está começando com mais estrutura do que tinham os cursos de Londrina, Maringá e Cascavel, quando foram iniciados. ''Os equipamentos estão todos aqui, encaixotados'', contou.
Ontem pela manhã os estudantes voltaram a se reunir com a Reitoria de Graduação da universidade para assinar os termos das transferências para a Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Estadual de Maringá (UEM) e para a Universidade do Oeste do Paraná (Unioeste).
Segundo o reitor Paulo Godoy, dos 40 estudantes matriculados na UEPG, três já estavam matriculados também na Unioeste porque foram aprovados no vestibular daquela instituição, uma estudante não compareceu e outra fez um pedido de transferência em separado. Os outros 35 concordaram com os termos propostos pela Secretaria Estadual do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia. Agora eles aguardam determinação da secretaria sobre a data em que devem se apresentar nas instituições.


