Movimento pode alterar o horário do ensino noturno
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terça-feira, 03 de abril de 2001
Marta Medeiros De Maringá 
O assessor político da Secretaria de Estado da Educação, professor Heráclito Machado Sandano, disse ontem que a reivindicação dos alunos de Maringá e Sarandi para alteração do horário do ensino médio noturno vai abrir um precedente para todo o Paraná. Sandano comunicou ontem à tarde aos representantes do movimento grevista de Maringá e Sarandi que na sexta-feira o Conselho Estadual de Ensino se reúne para analisar a proposta com o novo horário.
Segundo o assessor, só com aprovação do Conselho a secretaria poderá homologar o documento de alteração. Sandano explicou que a mudança deve acompanhar a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), cujas normas são de legislação federal. Por isso é fudamental a aprovação do Conselho, disse o assessor.
Pelo documento, o horário do ensino médio noturno passa a vigorar das 19h10 às 23h05. Até o ano passado as aulas eram das 19h15 às 22h45. Por causa da LDB, este ano o horário ficou das 18h45 às 23h15 ou das 19h às 23h20, dependendo da escola. Conforme Sandano, a LDB passou a exigir o cumprimento de 800 horas em 200 dias letivos obrigando as escolas a ampliar a carga horária.
A mudança gerou descontentamento entre os alunos trabalhadores. Eles reclamam que o horário exigido pelas escolas não viabiliza o ensino de quem trabalha. O primeiro foco de protestos começou em Sarandi e na semana passada chegou em Maringá. Além da greve, representantes do movimento estudantil armaram um acampamento em frente ao Núcleo Regional de Educação de Maringá. São cerca de sete mil estudantes do ensino médio noturno nos dois municípios.
Segundo o assessor político, Maringá e Sarandi foram os únicos municípios em protesto contra a mudança no horário. É uma situação que ninguém viu, mas que os alunos desta região perceberam, foram à luta e agora podem mudar a norma para o Estado inteiro, contou Sandano.
O representante do movimento estudantil, Aparecido Biancho, disse que a greve e os protestos só terminam se o documento for aprovado na reunião do Conselho. Um grupo de estudantes pretende ir a Curitiba para acompanhar a discussão.


