Movimento pela redução da tarifa recorre de liminar
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terça-feira, 17 de janeiro de 2006
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
Proibido pela Justiça de promover bloqueios no Terminal Urbano de Londrina, o Comitê pelo Passe Livre, Redução da Tarifa e Estatização do Transporte Coletivo vai ingressar hoje com um recurso para cassar a liminar.
Os integrantes do movimento começaram ontem a lançar mão de outras táticas para convencer mais usuários a engrossarem a reivindicação que pede a redução do preço da passagem dos atuais R$ 2,00 para R$ 1,35. Eles coletaram assinaturas em um abaixo-assinado no Calçadão no final da tarde e a partir de hoje começam a distribuir 10 mil exemplares de um jornal próprio.
O advogado Josinaldo da Silva Veiga, que integra a Rede Nacional de Advogados Populares (Renap), vai ingressar hoje com um agravo de instrumento no Tribunal de Justiça, em Curitiba, pedindo a suspensão da decisão liminar concedida pela 8 Vara Cível de Londrina que proíbe os bloqueios no Terminal.
''A cidade ficou impedida do seu direito constitucional de protestar porque, ao que me consta e conforme o que ficou registrado, o movimento pela redução da tarifa foi pacífico até agora. (Os manifestantes) Bloqueavam momentaneamente mas depois saíam em passeata. Era mais para chamar a atenção das pessoas'', justificou o advogado.
Veiga considerou ainda que o pleito dos manifestantes é justo e está previsto na Lei Orgânica do Município, em seu artigo 210, que a tarifa deve servir para assegurar a qualidade do serviço prestado e tem que ser condizente com o poder aquisitivo da população.
Enquanto aguarda a decisão do Tribunal, o advogado pretende solicitar ao juiz José Ricardo Alvarez Viana, da 8 Vara, a realização de uma audiência pública com a presença de representantes do poder público, das empresas concessionárias do serviço e da comunidade para discutir o assunto. A idéia é tentar uma conciliação.
Sem poderem protestar em frente ao Terminal, integrantes do Comitê recolheram assinaturas em um abaixo-assinado no Calçadão no final da tarde. Ao contrário dos atos da semana passada, que contaram com a participação de até 50 manifestantes, apenas pouco mais de 10 pessoas integraram a mobilização no centro.
Segundo o porta-voz de ontem do Comitê, Rodolfo Moreira dos Santos, isso não significa esvaziamento. Ele garantiu que as manifestações continuarão por tempo indeterminado. ''Vamos continuar mobilizados até conseguirmos baixar a tarifa'', apontou.
Uma outra polêmica que circulou ontem foi a declaração da integrante do movimento Soraia de Carvalho de que o presidente de uma associação de moradores da cidade teria se recusado a participar da discussão porque receberia dinheiro da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL). ''Não tem nada a ver isso'', criticou o gerente-geral da empresa, Gildamo de Mendonça, completando que iria apurar o fato.


