O movimento pela reativação do Hospital Londrina, de Cambé, fechado desde 1997, obteve ontem o apoio do prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT). O apoio foi dado durante reunião entre lideranças comunitárias dos dois municípios, realizada ontem no gabinete do prefeito.
O hospital era o único de Cambé que contava com uma unidade de terapia intensiva (UTI). Na época, ele possuía 42 leitos, dois leitos de UTI e realizava seis mil consultas por mês. Atualmente, os casos que necessitam de UTI são direcionados para os hospitais de Londrina, sobrecarregando ainda mais o atendimento.
Nedson informou que vai ‘‘articular’’ a reabertura do Hospital Londrina, através das secretarias de Saúde dos dois municípios. Também deve buscar o apoio do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar), da iniciativa privada e da Associação dos Municípios do Médio Paranapanema (Amepar). ‘‘O hospital é importante também para Londrina, porque poderá melhorar o atendimento à população da região leste’’, completou o prefeito.
A intenção é formar uma comissão pró-abertura do Hospital Londrina que ficaria responsável pelo levantamento dos dados técnicos, como custo da reforma e compra de equipamentos, para reativar o atendimento. No momento, o prédio que abrigava o hospital está abandonado e tomado pelo mato.
A vice-secretária da Associação Cambeense de Defesa e Proteção dos Direitos à Saúde, Patrícia Elizandra de Melo, explicou que ‘‘buscou apoio por várias vezes’’ da Prefeitura de Cambé. Segundo Patrícia, o prefeito José do Carmo Garcia (PTB) ‘‘disse que era mais fácil construir outro hospital do que reformar o Hospital Londrina’’. A reabertura do hospital foi promessa de campanha do governador Jaime Lerner, em 1997. A assessoria do Palácio Iguaçu, em Curitiba, ontem não se posicionou a respeito novamente.
O vice-prefeito de Cambé, Cícero Teixeira (PFL), revelou ‘‘extra-oficialmente’’ que o valor do terreno onde fica o prédio já variou de R$ 3 milhões a R$ 6 milhões e isso inviabilizaria sua compra. Ele adiantou que a prefeitura está aberta a discutir o problema e que nunca se ausentou em relação a este assunto. Por outro lado, Teixeira acredita que uma solução definitiva passa pelo envolvimento do governo do Estado e dos demais municípios da região.

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