A coordenação regional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-terra (MST) em Pitanga desmentiu ontem que os sem-terra acampados na divisa entre as fazendas Guará-Oeste e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Santa Maria do Oeste (68 quilômetros a oeste de Guarapuava), tenham invadido terça-feira a sede da fazenda e tomado o caseiro José Valderi Ferreira e a família dele como reféns.
Segundo o coordenador regional do MST, Antonio Cardoso, os sem-terra teriam apenas ido conversar com o caseiro para descobrir quem estaria lhe passando informações sobre o acampamento. Cardoso não soube explicar exatamente qual seria o motivo de a polícia ter sido chamada para retirar a família do caseiro da fazenda.
O advogado da Guará-Oeste, Marcos Farah, disse à Folha no início da semana que os sem-terra também ameaçavam colocar fogo na sede da fazenda. Ele afirmou ainda que alguns sem-terra estariam armados e que a ação teria sido muito violenta.
O delegado de Santa Maria do Oeste, Loir Bráz de Lara, disse que a polícia esteve na fazenda na terça-feira para retirar a família do caseiro, mas que ele ainda está investigando como foi a ação praticada pelos sem-terra.

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