Movimento não tem líder
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sexta-feira, 18 de maio de 2001
Maigue Gueths De Curitiba 
O quinto dia de movimento das mulheres de policiais militares teve alguns momentos de tensão. Logo cedo, comissões de mulheres partiram em direção aos batalhões de patrulhamento da Capital. Em todos os locais, pneus de carros e motocicletas da polícia foram esvaziados ou furados. As manifestantes também tiraram rádios de comunicação das viaturas.
Um dos problemas detectados entre as mulheres é a falta de uma liderança organizada. Elas não aceitaram ser representadas pela presidente da Associação das Mulheres de PMS do Paraná, Maria da Conceição dos Santos, que concordou em discutir uma proposta de 2% de reajuste apresentada pelo governo na audiência de quinta-feira. Assim, a ação das manifestantes acabou sem planejamento.
Ninguém sabia precisar, ontem, o número exato de policiais e mulheres participantes do movimento. A maior concentração foi no quartel do Comando Geral. Desde a manhã de quinta-feira, duas quadras da Avenida Iguaçu e outras duas da Rua Rockfeller, que dá acesso ao local foram fechadas. No local, 16 viaturas e um ônibus da PM passaram a manhã largados com os pneus esvaziados ou furados.
Um dos momentos de maior tensão foi por volta das 14h30, quando um grupo de mulheres fechou a entrada do quartel do Comando Geral, na Avenida Marechal Floriano, impedindo a saída de policiais do setor administrativo. Três horas mais tarde, um boato de que a tropa de choque daria tiros de borracha nas manifestantes provocou correria e confusão. (Colaborou Andréa Lombardo)


